Adultério, de Paulo Coelho


Não é um segredo que eu não gosto de ler, mas com o Paulo Coelho fiz sempre uma excepção. Já tinha lido alguns dos seus livros em espanhol, catalão e português, e escolhi a sua última novela Adultério em francês para aproveitar e aprender para além da obra.

Não importa a língua, a prosa do Paulo Coelho é deliciosa. Simples, limpa e doce.
A história do Adultério poderia ser a de qualquer mulher de qualquer local. A trama é simples demais, mas na simplicidade mora a beleza. A protagonista experimenta, como qualquer mulher pode ter experimentado, a dor do tédio de uma vida feliz, de saber sempre o que vai acontecer amanhã porque foi o que aconteceu ontem.

Essa mulher que tem tudo o que qualquer mulher desejaria, deseja de não-ter. Voltar à incertitude, ao risico, à emoção… E, como acontece nestes casos, acha que encontrará todo o que procura no seu ex-namorado.

Alguém disse que é preciso mudar alguma coisa de forma a não mudar nada. Experimentar é a melhor forma de valorar-mos o que temos, e neste caso a experiência do rencontro serve para ratificar a sua gratitude pela vida tediosa, pelo marido perfeito, as crianças e a feliz rutina.

Não foi por azar que o Paulo Coelho escolheu a Suíssa para ambientar a obra, um país onde tudo fica sujeito à ordem e à monotonia e o caos não faz parte da vida cotidiana. O desenvolvimento da história ao lungo do ano identifica o estado de ánimo com a estação duma maneira eficaz e brilhante. Assim, Paulo Coelho consegue utilizar o tempo e o espaço para dar uma maior dimensão a história e aos sentimentos da personagem.

A espiritualidade é um elemento presente em todas as obras do Paulo Coelho, e neste caso é a verdadeira protagonista da história de uma mulher que poderia ser qualquer mulher e que de facto não tem nome. E eu ainda nao acredito que um homem tenha sido capaz de (d)escrever com palavras de mulher os nossos sentimentos tão acuradamente.

adultério

No es un secreto que no me gusta leer, pero con Paulo Coelho siempre hice una excepción. Ya había leído algunos libros suyos en español, catalán y portugués, así que escogí su última novela Adulterio en francés para aprovechar y ampliar mis conocimientos a partir de la obra.

No importa el idioma, la prosa de Paulo Coelho es exquisita. Simple, limpia y dulce. La historia de Adulterio podría ser la de cualquier mujer de cualquier lugar. La trama es de lo más simple, pero es en esa simplicidad donde adica su belleza. La mujer protagonista experimenta, como cualquier mujer puede haber experimentado, el dolor del aburrimiento de una vida feliz, de saber siempre lo que sucederá mañana porque fue eso mismo lo que pasó ayer.

Esa mujer que tiene todo lo que cualquier mujer desearía, desea precisamente no tener. Volver a la incertidumbre, al riesgo, a la emoción… Y, como sucede en estos casos, cree que encontrará todo lo que busca cuando se reencuentra con un antiguo exnovio.

Alguien dijo que hace falta que algo cambie para que nada cambie. Probar es la mejor forma de valorar lo que tenemos, y en este caso la experiencia del reencuentro sirve para ratificar su gratitutd por la vida aburrida, por el marido perfecto, los niños y la feliz rutina.

Escoger  como telón de fondo Suiza, un país marcado por el orden y la monotonía donde no hay cabida para el caos, no es fortuito. El desarrollo de la historia a lo largo del año identifica el estado de ánimo con la época de una manera eficaz y brillante

La espiritualidad es un elemento presente en todas las obras de Paulo Coelho, y en este caso resulta ser la verdadera protagonista de la historia de una mujer que podría ser cualquier mujer y que, de hecho, no tiene nombre.

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